quinta-feira, 28 de maio de 2009

Nossa redação vai mal

Apesar de ser o berço de primorosos escritores, publicitários, jornalistas e roteiristas, falta muito ainda para o Brasil poder dizer que lê e escreve bem.

Desde o primeiro dia de aula somos "adestrados" a decorar, copiar e ler livros com conteúdo duvidoso e simplesmente acabamos por aceitar tudo o que os "mestres" nos oferecem.


O texto conciso (Texto extraído do site http://www.soportugues.com.br)

Ouço muito: uma boa redação deve ser clara e concisa.

Não há dúvida de que a clareza é a principal qualidade do texto. Ser conciso, entretanto, é uma luta muito árdua. Ser conciso é dizer o necessário com o mínimo de palavras, sem prejudicar a clareza da frase. É ser objetivo e direto. E aqui está a nossa dificuldade. Nós, brasileiros, estamos habituados a falar muito para dizer pouco, a escrever mais que o necessário, a discursar mais para impressionar do que comunicar.

Para muitos, esse hábito começa na escola. É só fazer uma "sessão nostalgia" e voltar aos bons tempos de colégio, às gloriosas aulas em que o professor anunciava: "hoje é dia de redação". Você se lembra da "alegria" que contagiava a turma? Você se lembra de algum coleguinha que dizia estar "inspirado"? Você se lembra de algum tema para a redação que tenha deixado toda a turma satisfeita? A verdade é que não aceitávamos tema algum. Pedíamos outro tema. Se o professor apresentasse vários temas, pedíamos "tema livre". E se fosse "tema livre", exigíamos um. Era uma insatisfação total. Depois de muita briga, o tema era "democraticamente imposto". E aí vinha aquela tradicional pergunta: "Quantas linhas?" A resposta era original: "No mínimo 25 linhas". Eu costumo dizer que 25 é um número traumático na vida do aluno. A partir daquele instante, começava um verdadeiro drama na sua vida: "Meu reino pela vigésima quinta linha". Valia tudo para se chegar lá. Desde as ridículas letras que "engordavam" repentinamente até a famosa "encheção de lingüiça".
E aqui pode estar a origem de tudo. Nós nos habituamos a "encher lingüiça". E há muitos sub intelectuais no poder que fizeram "pós-graduação" no assunto. São os mestres da prolixidade. Falam, falam e não dizem nada. Em algumas situações não têm o que dizer, às vezes não sabem explicar e muitas vezes precisam "enrolar".

O problema maior, entretanto, é que a doença atinge também outras categorias profissionais.

Vejamos três exemplos retirados de bons jornais:

1. "A largada da maratona será no Leme. A chegada acontecerá no
mesmo local da partida."

Cá entre nós, bastava ter escrito: "A largada e a chegada da maratona
serão no Leme."

2. "O procurador encaminhou ofício à área criminal da Procuradoria
determinando que seja investigado…"

Sendo direto: "O procurador mandou investigar".

3. "A posição do Governo brasileiro é de que esgotem todas as
possibilidades de negociação para que se alcance uma solução pacífica."

Enxugando a frase: "O Brasil é a favor de uma solução pacífica".

Exemplos não faltam, mas espaço sim.

domingo, 24 de maio de 2009

Será que entramos na era da simplicidade?


Contrariando o comportamento humano, as ferramentas desenvolvidas para a disseminação da informação, sobretudo na Internet, tem superado as expectativas e quebrado barreiras burocráticas. Temos até o presidente Barack Obama no Twitter, para muitos, melhor do que o ultrapassado "Café com presidente". Mas o que nos inspira a escrever hoje é exatamente este meio que lhe permite a leitura neste momento, os blogs.


As possibilidades de mutação, agilidade na informação e adaptação rápida que o serviço de blog oferece é incomparável no mercado da grande rede. Nos torna capaz de testar, quase que instantaneamente diversas configurações de cores, textos e imagens. Serve como laboratório para projetos mais ousados ou ser, ele mesmo, o próprio projeto ousado. Exemplos não faltam.

Muitas empresas ainda não enxergam um blog como uma ferramenta de marketing e comunicação. Com acesso fácil e atualização constante sem barreiras, um blog pode ser "modelado" para praticamente todos os fins na web. Seja como portfólio, institucional, jornalístico ou como diário pessoal, os blogueiros saem na frente quando se trata de informação rápida de fácil acesso.

Criou-se talvez, uma errônea vulgarização por parte dos mais céticos e conservadores, da utilidade dos blogs em função da extrema praticidade com que se pode atualizar uma informação. Talvez o velho medo do novo, com ideia arcaica de ser obrigado a ter dificuldades para alcançar o objetivo. Mas podemos estar no início da era da simplicidade.

A verdade é que a informação, quando bem posicionada em um blog, vende e repercute até mesmo fora da blogosfera. Quem sabe a nova "bolha" esteja surgindo.