domingo, 12 de setembro de 2010

Filme "Nosso Lar" - Muito além do tema espiritual


Uma das maiores produções cinematográficas já realizada no Brasil, baseada em uma obra da doutrina espírita, uma psicografia do médium Chico Xavier.
A mensagem do filme vai além de uma simples abordagem espírita. Para os bons entendedores, despidos das crenças hereditárias, desta produção, tiram-se ensinamentos valiosos em cada cena, em cada diálogo. A mudança de paradigma é uma destas questões que vivemos tentando abstrair, mas a maioria das vezes não sentimos uma verdadeira mudança interior. E apesar do desgastado tema da renovação constante do ser humano, ainda não aprendemos a viver a compreensão plena, a entender as atitudes alheias e ter a consciência de que cada um de nós é responsável pelas atitudes que tomamos. Lições sobre a paciência e a importância de valorizar cada ser vivo a nossa volta são exemplos de que não é preciso ter uma crença única em uma religião para começar a agir decentemente. O potencial do ser humano para o bem e o mal é o mesmo. Estamos no caminho. Descobrindo, aprendendo, evoluindo. As verdadeiras mudanças se dão pela avaliação de milhares de pequenas atitudes que temos em cada minuto das nossas vidas. Espero que amanhã eu seja um pouco melhor. Confira o trailer do filme

sexta-feira, 16 de abril de 2010

POSTE DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA 100% ALIMENTADO POR ENERGIA EÓLICA E SOLAR

Empresário cearense desenvolve o primeiro poste de iluminação pública 100% alimentado por energia eólica e solar
 
Não tem mais volta. As tecnologias limpas – aquelas que não queimam combustível fóssil – serão o futuro do planeta quando o assunto for geração de energia elétrica. E, nessa onda, a produção eólica e solar sai na frente, representando importantes fatias na matriz energética de vários países europeus, como Espanha, Alemanha e Portugal, além dos Estados Unidos. Também está na dianteira quem conseguiu vislumbrar essa realidade, quando havia apenas teorias, e preparou-se para produzir energia sem agredir o meio ambiente.


No Ceará, um dos locais no mundo com maior potencial energético (limpo), um ‘cabeça chata’ pretende mostrar que o estado, além de abençoado pela natureza, é capaz de desenvolver tecnologia de ponta.
 
Feito em fibra de carbono e alumínio especial – mesmo material usado em aeronaves comerciais –, a peça tem três metros de comprimento e, na realidade, é a peça-chave do poste híbrido. Ximenes diz que o formato de avião não foi escolhido por acaso. A escolha se deve à sua aerodinâmica, que facilita a captura de raios solares e de vento. "Além disso, em forma de avião, o poste fica mais seguro. São duas fontes de energia alimentando-se ao mesmo tempo, podendo ser instalado em qualquer região e localidade do Brasil e do mundo", esclarece.
Tecnicamente, as asas do avião abrigam células solares que captam raios ultravioletas e infravermelhos por meio do silício (elemento químico que é o principal componente do vidro, cimento, cerâmica, da maioria dos componentes semicondutores e dos silicones), transformando-os em energia elétrica (até 400 watts), que é armazenada em uma bateria afixada alguns metros abaixo. Cumprindo a mesma tarefa de gerar energia, estão as hélices do avião. Assim como as naceles (pás) dos grandes cata-ventos espalhados pelo litoral cearense, a energia (até 1.000 watts) é gerada a partir do giro dessas pás.
O professor Pardal cearense é o engenheiro mecânico Fernandes Ximenes, proprietário da Gram-Eollic, empresa que lançou no mercado o primeiro poste de iluminação pública 100% alimentado por energias eólica e solar. Com modelos de 12 e 18 metros de altura (feitos em aço), o que mais chama a atenção no invento, tecnicamente denominado de Produtor Independente de Energia (PIE), é a presença de um avião no topo do poste.
Feito em fibra de carbono e alumínio especial – mesmo material usado em aeronaves comerciais –, a peça tem três metros de comprimento e, na realidade, é a peça-chave do poste híbrido. Ximenes diz que o formato de avião não foi escolhido por acaso. A escolha se deve à sua aerodinâmica, que facilita a captura de raios solares e de vento. "Além disso, em forma de avião, o poste fica mais seguro. São duas fontes de energia alimentando-se ao mesmo tempo, podendo ser instalado em qualquer região e localidade do Brasil e do mundo", esclarece.
Tecnicamente, as asas do avião abrigam células solares que captam raios ultravioletas e infravermelhos por meio do silício (elemento químico que é o principal componente do vidro, cimento, cerâmica, da maioria dos componentes semicondutores e dos silicones), transformando-os em energia elétrica (até 400 watts), que é armazenada em uma bateria afixada alguns metros abaixo. Cumprindo a mesma tarefa de gerar energia, estão as hélices do avião. Assim como as naceles (pás) dos grandes cata-ventos espalhados pelo litoral cearense, a energia (até 1.000 watts) é gerada a partir do giro dessas pás.
Cada poste é capaz de abastecer outros três ao mesmo o tempo. Ou seja, um poste com um "avião" – na verdade um gerador – é capaz de produzir energia para outros dois sem gerador e com seis lâmpadas LEDs (mais eficientes e mais ecológicas, uma vez que não utilizam mercúrio, como as fluorescentes compactas) de 50.000 horas de vida útil dia e noite (cerca de 50 vezes mais que as lâmpadas em operação atualmente; quanto à luminosidade, as LEDs são oito vezes mais potentes que as convencionais). A captação (da luz e do vento) pelo avião é feita em um eixo com giro de 360 graus, de acordo com a direção do vento.
À prova de apagão
Por meio dessas duas fontes, funcionando paralelamente, o poste tem autonomia de até sete dias, ou seja, é à prova de apagão. Ximenes brinca dizendo que sua tecnologia é mais resistente que o homem: "As baterias do poste híbrido têm autonomia para 70 horas, ou seja, se faltarem vento e sol 70 horas, ou sete noites seguidas, as lâmpadas continuarão ligadas, enquanto a humanidade seria extinta porque não se consegue viver sete dias sem a luz solar".
 
O inventor explica que a ideia nasceu em 2001, durante o apagão. Naquela época, suas pesquisas mostraram que era possível oferecer alternativas ao caos energético. Ele conta que a caminhada foi difícil, em função da falta de incentivo – o trabalho foi desenvolvido com recursos próprios. Além disso, teve que superar o pessimismo de quem não acreditava que fosse possível desenvolver o invento. "Algumas pessoas acham que só copiamos e adaptamos descobertas de outros. Nossa tecnologia, no entanto, prova que esse pensamento está errado. Somos, sim, capazes de planejar, executar e levar ao mercado um produto feito 100% no Ceará. Precisamos, na verdade, é de pessoas que acreditem em nosso potencial", diz.
Mas esse não parece ser um problema para o inventor. Ele até arranjou um padrinho forte, que apostou na ideia: o governo do estado. O projeto, gestado durante sete anos, pode ser visto no Palácio Iracema, onde passa por testes. De acordo com Ximenes, nos próximos meses deve haver um entendimento entre as partes. Sua intenção é colocar a descoberta em praças, avenidas e rodovias.
O empresário garante que só há benefícios econômicos para o (possível) investidor. Mesmo não divulgando o valor necessário à instalação do equipamento, Ximenes afirma que a economia é de cerca de R$ 21.000 por quilômetro/mês, considerando-se a fatura cheia da energia elétrica. Além disso, o custo de instalação de cada poste é cerca de 10% menor que o convencional, isso porque economiza transmissão, subestação e cabeamento. A alternativa teria, também, um forte impacto no consumo da iluminação pública, que atualmente representa 7% da energia no estado. "Com os novos postes, esse consumo passaria para próximo de 3%", garante, ressaltando que, além das vantagens econômicas, existe ainda o apelo ambiental. "Uma vez que não haverá contaminação do solo, nem refugo de materiais radioativos, não há impacto ambiental", finaliza Fernandes Ximenes.


 

Vento e sol
Com a inauguração, em agosto do ano passado, do parque eólico Praias de Parajuru, em Beberibe, o Ceará passou a ser o estado brasileiro com maior capacidade instalada em geração de energia elétrica por meio dos ventos, com mais de 150 megawatts (MW). Instalada em uma área de 325 hectares, localizada a pouco mais de cem quilômetros de Fortaleza, a nova usina passou a funcionar com 19 aerogeradores, capazes de gerar 28,8 MW. O empreendimento é resultado de uma parceria entre a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e a empresa Impsa, fabricante de aerogeradores. Além dessa, a parceria prevê a construção de dois outros parques eólicos – Praia do Morgado, com uma capacidade também de 28,8 MW, e Volta do Rio, com 28 aerogeradores produzindo, em conjunto, 42 MW de eletricidade. Os dois parques serão instalados no município de Acaraú, a 240 quilômetros de Fortaleza.
Se no litoral cearense não falta vento, no interior o que tem muito são raios solares. O calor, que racha a terra e enche de apreensão o agricultor em tempos de estiagem, traz como consolo a possibilidade de criação de emprego e renda a partir da geração de energia elétrica. Na região dos Inhamuns, por exemplo, onde há a maior radiação solar de todo o país, o potencial é que sejam produzidos, durante o dia, até 16 megajoules (MJ – unidade de medida da energia obtida pelo calor) por metro quadrado.
 Essa característica levou investidores a escolher a região, especificamente o município de Tauá, para abrigar a primeira usina solar brasileira. O projeto está pronto e a previsão é que as obras comecem no final deste mês. O empreendimento contará com aporte do Fundo de Investimento em Energia Solar (FIES), iniciativa que dá benefícios fiscais para viabilizar a produção e comercialização desse tipo de energia, cujo custo ainda é elevado em relação a outras fontes, como hidrelétricas, térmicas e eólicas.
A usina de Tauá será construída pela MPX – empresa do grupo EBX, de Eike Batista – e inicialmente foi anunciada com uma capacidade de produção de 50 MW, o que demandaria investimentos superiores a US$ 400 milhões. Dessa forma, seria a segunda maior do mundo, perdendo apenas para um projeto em Portugal. No entanto, os novos planos da empresa apontam para uma produção inicial de apenas 1 MW, para em seguida ser ampliada, até alcançar os 5 MW já autorizados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Os equipamentos foram fornecidos pela empresa chinesa Yingli.
Segundo o presidente da Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), Antônio Balhmann, essa ampliação dependerá da capacidade de financiamento do FIES. Aprovado em 2009 e pioneiro no Brasil, o fundo pagaria ao investidor a diferença entre a tarifa de referência normal e a da solar, ainda mais cara. "A energia solar hoje é inviável financeiramente, e só se torna possível agora por meio desse instrumento", esclarece. Ao todo, estima-se que o Ceará tem potencial de geração fotovoltaica de até 60.000 MW.
Também aproveitando o potencial do estado para a energia solar, uma empresa espanhola realiza estudos para definir a instalação de duas térmicas movidas a esse tipo de energia. Caso se confirme o interesse espanhol, as terras cearenses abrigariam as primeiras termossolares do Brasil. A dimensão e a capacidade de geração do investimento ainda não estão definidas, mas se acredita que as unidades poderão começar com capacidade entre 2 MW a 5 MW.

Bola da vez

De fato, em todas as partes do mundo, há esforços cada vez maiores e mais rápidos para transformar as energias limpas na bola da vez. E, nesse sentido, números positivos não faltam para alimentar tal expectativa. Organismos internacionais apontam que o mundo precisará de 37 milhões de profissionais para atuar no setor de energia renovável até 2030, e boa parte deles deverá estar presente no Brasil. Isso se o país souber aproveitar seu gigantesco potencial, especialmente para gerar energias eólica e solar. Segundo o Estudo Prospectivo para Energia Fotovoltaica, desenvolvido pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), o dever de casa no país passa, em termos de energia solar, por exemplo, pela modernização de laboratórios, integração de centros de referência e investimento em desenvolvimento de tecnologia para obter energia fotovoltaica a baixo custo. Também precisará estabelecer um programa de distribuição de energia com sistemas que conectem casas, empresas, indústria e prédios públicos.
"Um dos objetivos do estudo, em fase de conclusão, é identificar as oportunidades e desafios para a participação brasileira no mercado doméstico e internacional de energia solar fotovoltaica", diz o assessor técnico do CGEE, Elyas Ferreira de Medeiros. Por intermédio desse trabalho, será possível construir e recomendar ações estratégicas aos órgãos de governo, universidades e empresas, sempre articuladas com a sociedade, para inserir o país nesse segmento. Ele explica que as vantagens da energia solar são muitas e os números astronômicos. Elyas cita um exemplo: em um ano, a Terra recebe pelos raios solares o equivalente a 10.000 vezes o consumo mundial de energia no mesmo período.
O CGEE destaca, em seu trabalho, a necessidade de que sejam instituídas políticas de desenvolvimento tecnológico, com investimentos em pesquisa sobre o silício e sistemas fotovoltaicos. Há a necessidade de fomentar o desenvolvimento de uma indústria nacional de equipamentos de sistemas produtivos com alta integração, além de incentivar a implantação de um programa de desenvolvimento industrial e a necessidade de formação de profissionais para instalar, operar e manter os sistemas fotovoltaicos.
Fonte: Revista Fiec - Por GEVAN OLIVEIRA

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Recado dos deuses

Em seu leito de morte, Alexandre da Macedônia, convocou seus generais e lhe orientou sobre seus três últimos desejos. Pediu que seu caixão fosse transportado pelas mãos dos médicos da época; que fosse espalhado no caminho até seu túmulo os seus tesouros conquistados durante toda sua vida como prata, ouro e pedras preciosas e que suas mãos fossem deixadas balançando no ar, fora do caixão, à vista de todos.

Um dos seus generais, admirado com esses desejos insólitos, perguntou a Alexandre quais as razões desses pedidos e ele explicou:

Quero que os mais iminentes médicos carreguem meu caixão para mostrar que eles não têm poder de cura perante a morte;

Quero que o chão seja coberto pelos meus tesouros para que as pessoas possam ver que os bens materiais aqui conquistados, aqui permanecem;

Quero que minhas mãos balancem ao vento para que as pessoas possam ver que de mãos vazias viemos e de mãos vazias partimos.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Aos pais - Educação infantil e a filosofia aplicada

Este artigo é uma compilação das próprias ideias do autor a respeito da educação infantil - Por Carlos Eduardo

Talvez não seja preciso ser médico, psicólogo ou curandeiro para compreender certas questões relacionadas ao comportamento humano. Com uma boa dose de bom senso podemos adaptar e aplicar a intocável filosofia antiga ao modo de vida moderno, aprofundando, portanto, o auto conhecimento.

O que faz o indivíduo se inserir na sociedade? Relacionamento humano, status, inteligências múltiplas, conhecimento, educação?

No contexto social, a educação pode ser considerada característica do indivíduo que respeita e se adapta aos códigos sociais ou um indicador daquele que possui o maior número de títulos acadêmicos? Ou quem sabe aquele que abstrai suas experiências e as aplica de maneira temperante na vida?

Romanelli (1960) esclarece que o termo "educação" origina-se do latim: "educare". É composto pelo prevérbio "e" e o verbo – "ducare", "dúcere". No itálico, de onde proveio o latim, "dúcere" se conecta à raiz indo-europeia, cujo significado primário era: levar, conduzir, guiar. O termo "educare", no latim, tem o sentido de criar (uma criança), nutrir, fazer crescer.
Portanto, pode-se afirmar que educação significa "trazer à luz a ideia" ou ainda abstraindo-se filosoficamente pode-se entender: fazer o indivíduo passar da potência ao ato, da virtualidade à realidade.

De qualquer maneira ninguém foge à educação. Na rua, na escola, na vida social, de maneira boa ou da pior maneira possível. É potencialmente no seio da família a principal fonte de educação de uma criança, pois uma vez lá fora, não podemos controlar o que nossos filhos irão ver ou experimentar, isto é por conta deles, a vida é assim e por isso que ao invés de esconder as nuances do mundo que há fora de casa, devemos prepará-los para entendê-lo, criando uma blindagem moral e ética no caráter da criança. Mostrar a realidade de uma maneira educativa é essencial para a formação de um caráter livre de vícios e preconceitos, que tanto adoecem a sociedade pela cultura de fechar os olhos para o que realmente existe do nosso lado e que, mais cedo ou mais tarde teremos que enfrentar sozinhos.

Contudo, não há uma regra única e rígida de educação. A criança precisa viver a fantasia para despertar o lúdico, o místico, o espiritual, elementos intrínsecos no ser humano, que se corrompem muitas em função de regras sociais, étnicas e muitas vezes pelas restrições de culturas religiosas.

A religião é um elemento que influencia diretamente na formação moral do indivíduo, no entanto, é preciso compreender que a religião não é parte da educação e sim um meio de conexão e reflexão no desenvolvimento cognitivo e auto conhecimento. Não se deve fazer da religião e suas regras como guia para a instrução de um indivíduo. A maioria das religiões não sabe lidar com educação infantil. Basta lembrar as milhares de crianças e adolescentes queimados em fogueiras nas praças públicas, promovidas pela Igreja Católica na instituição da inquisição em algum canto do mundo medieval e contemporâneo. Isto aconteceu simplesmente porque não sabiam lidar com o lúdico, a mágica e a vocação espiritual da qual todo ser humano é portador, além de obedecer a obscuros objetivos políticos.

Se ainda assim desejarmos basear a educação em algum livro sagrado, seja ele a Bíblia, as obras espíritas, evangélicas ou o Alcorão, podemos experimentar fazê-lo sob a ótica filosófica, ensinando atitudes com responsabilidade sem submeter o indivíduo a se redimir de algo que nunca tenha feito, curvando-se diante de um corpo sofrido, marcado por violência pregado em uma cruz, desculpando-se para alguma entidade superior desconhecida, o deus que o homem criou a sua semelhança, o deus que castiga, que impõe, o deus que é o próprio homem.

Há exemplos fantásticos na Bíblia de pensamentos filosóficos. Encontramos em Eclesiastes uma passagem muito importante que ensina: "Tudo tem seu tempo, há um momento oportuno para cada empreendimento". Este precioso conhecimento pode ser a base no desenvolvimento da paciência no pequeno ser ao qual está submetido aos nossos cuidados.

Allan Kardek, em suas obras da filosofia espírita, exalta a importância da caridade para o perfeito entendimento do sofrimento na terra. Separando a "Pena" da "Caridade". Colocando uma criança em contato com a realidade de nosso mundo, incentivando a observação das diferenças existentes, estamos ajudando a criar valor ao que se tem no presente, a família, ao alimento, a compartilhar e desenvolvendo a capacidade da compreensão das diferentes condições do ser humano e seus estágios de evolução. Imagine a economia de tempo e quantas dores de cabeça evitaríamos se conseguíssemos deixar este ensinamento para nossos filhos já nos primeiros anos de vida.

Talvez uma vida inteira não seja suficiente para entender a mente humana, imagine a de uma criança com 2, 3, 4, 5 anos de idade que acaba de chegar em nossa vida e por mais que saibamos que são nossos filhos, ainda somos apenas uns estranhos para eles.

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ADULTOS X CRIANÇAS
Adultos dentro de casa não gostam de barulho, se irritam com o barulho da furadeira do vizinho, com o cachorro latindo na rua, da máquina de lavar e claro com choro de uma criança. Sabemos que o choro de uma criança não é uma sinfonia. E a reação instintiva mais comum é acabar com o barulho sem nos preocuparmos com as consequências. E por esquecer desses "detalhes técnicos" é que muitos de nós entramos em desespero nos dilemas da convivência em família. E por ser mais cômodo, esperamos que nossos filhos tenham o comportamento que nós gostaríamos que tivessem, mas achamos um absurdo quando eles agem com o comportamento que eles sabem ter. Nesse momento, não importa o grau de experiência que temos, somos os seus guias e qualquer atitude nossa agora será um eco do que nós ensinamos para eles.

O assunto é complexo, e há um questionamento muito comum quando se trata de educação. Como meu filho roubou no supermercado se nunca ensinei isto a ele? A ideia é ensinar-lhes as atitudes éticas e o que vai importar nesse momento é se ele fez isso consciente do crime ou se entende como uma simples brincadeira de adolescente por não ter sido educado com os limites necessários? De qualquer maneira quando isto acontece, não temos como controlar a atitude em si e a lição virá pela responsabilidade dele como ser humano e da obrigação de respeitar os limites que existem na sociedade diante das decisões tomadas por ele. Portanto, se a decisão de roubar o mercado foi baseada em um risco, com a consciência de estar praticando um ato ilícito, ele pode e deve ser punido. Pois se não for punido com amor, dentro de casa, a sociedade se encarregará de punir, fria e cruel fazendo jus a sua natureza implacável. E o que podemos fazer depois disto é somente chorar sobre um filho morto, ferido ou prostituído.

Por isso é muito importante abrir um canal de comunicação com eles o quanto antes, para no futuro, poder identificar esses comportamentos.

O ser humano vive constantemente com dilemas, desde o nascimento até a morte, todos os dias. E para muitas crianças, fazer escolhas pode parecer o fim do mundo.

Não é fácil, é um grande desafio e antes de tudo, antes de entender a mente de alguém, é preciso entender a nós mesmos. Pois se não estivermos preparados para absorver e relevar um ato agressivo ou defensivo, como vamos entender todo o resto.

É preciso entender também que tudo tem motivo de ser. Qualquer atitude de qualquer ser humano tem um propósito. Portanto, em um relacionamento familiar não é diferente, temos nossas necessidades, nascemos com elas, cabe a nós aprender e ensinar a melhor maneira de expressá-las e talvez este seja o maior desafio. Mas que é um momento da vida em que precisamos de exemplos mais do que nunca.

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Tal qual um bebê aprende a falar palavras que repetimos, os adolescentes repetem, mesmo que escondido, as atitudes que demonstramos.

Por isso, não importa a situação. Lembre-se sempre que somos responsáveis por eles e por isso a nossa postura é muito importante e eles precisam entender quem está no comando, mas não no comando do poder severo, mas sim como guia, como orientador, como fonte de carinho e paciência, porém enérgico se necessário.

Procurar nunca agredir com palavras ou ameaças ou mesmo com frases desesperadas como: "já não suporto mais", "não sei mais o que fazer", é preciso demonstrar confiança, mesmo que seja preciso engolir um grito ou um choro e com isso, demonstrar que o único objetivo de qualquer conversa será o entendimento entre todos. Nunca demonstrar surpresa ou medo diante de
atitudes agressivas ou evasivas.

Imagine que mesmo com toda revolta que uma criança pode ter, ela tem seus pais como guia e modelo principal de ser humano. Então, se imagine ouvindo de seus pais, seus responsáveis, seus mestres, que eles não sabem mais o que fazer com você.

A teoria é perfeita, mas na prática a coisa muda, certo? Certo e errado, pois dificilmente aplicamos com rigidez as regras da teoria. É comum acharmos extraordinários os livros de auto-ajuda ou os que ensinam como criar seus filhos ou pessoas falando que já fizeram isso ou aquilo e deu certo, mas nunca entendemos porque não conseguimos resultados.

Mas nunca se esqueça que qualquer atitude feita com amor e sinceridade é uma semente. E uma semente que precisa ser regada sempre, todos os dias em qualquer oportunidade que tivermos, mesmo que por muitos dias elas pareçam secas e murchas.

O desafio é grande e haverá momentos em que tudo parecerá perdido, pode ser que a sensação de impotência apareça e lhe faça pensar que nada que tentou deu certo, mas acredite que o caminho é sempre a decisão de não desistir e a persistência e a resignação guiarão nossos passos para uma vida melhor.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Resposta ao discurso do Presidente da Costa Rica

Não vou falar pelo povo da América Latina inteiro, porque seria injusto, mas de Brasil nós entendemos e vivemos diariamente. Mas sim, algo fizemos de muito mal. O que vou escrever é o meu pensamento mas também o espelho de outras centenas de textos escritos sobre este tema. De tão abordado, ja é considerado chato e tudo que fica chato ou inconveniente, no Brasil, é abafado ou vira pizza.

Certo, temos a maior biodiversidade do planeta, um dos mais ricos litorais da terra, um sistema de saúde que é copiado por outros países (copiado o sistema no papel e não nas ações), temos até internet e telefone celular, quanta tecnologia. Enfim, a biodiversidade já está quase toda licenciada para estrangeiros (Japão, EUA, França e Reino Unido), portanto, temos que pagar mais caro por nossa própria matéria prima. Somos campeões no acesso às redes sociais na internet, ou seja, o ócio predomina nesta nação. Provavelmente também somos campeões em volume de informação inútil gerada.

...eu tenho a impressão que fomos culturalmente treinados para esperar ganhar dos que são mais ricos e quando não recebemos reclamamos de injustiça. Não vamos à luta, o povo brasileiro não vai à luta, só pensa e fala que vai. E sim, culpamos quem teve atitude e se desenvolveu.


Nós, brasileiros, não toleramos o sucesso, crescemos aprendendo que dinheiro e riqueza são coisas do diabo, coisa suja. De fato, de tanto cultivarmos isso, naturalmente que há muito dinheiro sujo entre nós, ou melhor, bem longe de nós. E sabemos disso e a única coisa que se faz a respeito é piada.

Não importa se tivemos universidades antes dos EUA, o que realmente importa é a maneira como são utilizadas. E eles as utilizam em sua plenitude.

Revolução é outra coisa que aprendemos ser do mal. No Brasil tudo se consegue na lábia, na fala doce e mansa dos que se acham "espertos". Revolução pra quê? Se consigo aplicar o golpe do bilhete premiado, se consigo cobrar mais e oferecer menos. Receber o troco a mais e não devolver. O que importa mesmo é se dar bem na hora. Revolução = evolução + crescimento cultural e econômico.

O povo brasileiro gosta mesmo é de carnaval, balada forte, DJ importado e muito feriado. Realmente deixamos passar a revolução, mas nem sentimos muito, pois estamos absortos com um único pensamento fixo, aquele que aprendemos desde criança: "Tudo um dia vai melhorar". E o tempo passa...

Mas é realmente duro quando acordamos por alguns instantes e lembramos que desde o princípio, nosso continente serviu de celeiro e despensa para o velho mundo. Oferecemos riquezas que por lá não existiam. E apesar de todas as riquezas que nos foram tiradas, terminamos a história toda com um catálogo imenso de dívidas. Fornecemos ouro, diamante, biodiversidade e ainda devemos.

Poderíamos ter aprendido as lições com nossos próprios vizinhos, e mesmo assim não o fizemos, preferimos ficar fazendo piada da situação. É que assim dá mais Ibope e as tardes de domingo ficam mais acaloradas com a avalanche cultural que os programas de TV nos presenteiam.

Não aprendemos realmente nada. Nossos governantes são uma extensão infinita do império inicial, usurpando a pouca inteligência que este país conseguiu reunir e que perde a força cada vez que alguém se corrompe e deixa a causa, seja ela qual for.
Vivemos em um país onde exaltamos quem é honesto, como se fosse uma aberração, o que deveria ser corriqueiro vira matéria de jornais, revistas, TV. Vivemos no país do Severino, do João, da Maria, do Silva que se orgulham de dizer que são pobres e assim só alimentam ainda mais as esperanças dos novos corruptores. Aqueles que tomarão o poder porque entendem de fato a mentalidade do seu povo. O povo que os elege. O povo que se vende por um churrasco e um caminhão de barro.

No Brasil é realmente tudo como um livro aberto, esgoto, buracos, desigualdade, injustiça e principalmente o deboche àquele que se diz cidadão de bem. De bem? Se fôssemos realmente de bem, estaríamos no meio de uma revolução declarada, agressiva e definidora do futuro desta nação. Mas não somos de bem, somos de nada. Aceitamos esmolas, vale transporte e vale refeição. Aceitamos assistencialismo pra inglês ver, aceitamos programinhas sociais que são somente teasers da próxima campanha. Somos orgulhosos em dizer que temos Carteira Assinada pelo patrão. Documento anacrônico, que até hoje é um grilhão. Sim, temos patrão, adoramos ter patrão. Adoramos pagar o imposto do imposto sobre imposto. E vamos continuar pagando. No Brasil há uma profusão de classes sociais em função da economia, das comparações sobre igualdade, etc, mas analisando o perfil e as características desse povo, podemos constatar que temos duas classes: Miseráveis e fúteis, e transitam entre si. Ultimamente costumo lembrar de uma frase, muito bem destacada no documentário do diretor Marcelo Masagão. "Nós que aqui estamos, por vós esperamos" (frase escrita no portão de um cemitério no interior do Brasil, alusivo à Capela dos Ossos, em Évora, Portugal).

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Novo blog na área

Apostando na linha tragicomédia, os rapazes do blog Garçomete entraram com tudo na blogosfera. Criaram um espaço no estilo boteco, os internautas podem se debruçar no balcão democrático do Garçomete e chorar as pitangas. Os blogueiros de plantão podem participar enviando perguntas ao garçom psiquiatra e assistindo aos videos do dia. Diversão na certa.